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Entre os dias 8 e 16 de junho, realiza-se a 2.ª edição da Festa dos Arquivos, uma iniciativa promovida pela Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB), integrada na Semana Internacional dos Arquivos (International Archives Week – IAW), assinalada anualmente pelo Conselho Internacional dos Arquivos.
A programação reúne diversas atividades que visam aproximar os cidadãos do património arquivístico, destacando o papel dos arquivos na preservação da memória coletiva e no acesso à informação.
Consulte o programa da Semana dos Arquivos 2026 no distrito do Porto: AQUI
Inscreva-se nas atividades promovidas pelo Arquivo Distrital do Porto: AQUI.
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O Arquivo Distrital do Porto teve a honra de representar Portugal na International Archives Week Challenge, uma iniciativa internacional que celebra o valor dos arquivos e do património arquivístico à escala global. O desafio deste ano tinha como tema o número 7, e dificilmente poderia existir um testemunho mais simbólico e emotivo para o representar.
A peça escolhida foi um dos sinais deixados junto de uma criança exposta na Casa da Roda do Porto: um pequeno coração de chumbo com o número 7 gravado, que acompanhava o menino Guilherme quando este foi entregue à instituição. Mais do que um simples objeto, este sinal constitui um poderoso testemunho das histórias humanas preservadas nos arquivos.
A participação portuguesa mereceu ainda um reconhecimento especial ao ser selecionada para a capa da publicação internacional da iniciativa, destacando-se não só pelo significado do documento apresentado, mas também pela identidade visual, que usou as "cores" ao Arquivo Distrital do Porto no arranjo gráfico da capa e da publicação: um feliz acaso acolhido com alegria pela equipa do ADP.
Esta distinção representa um importante contributo para a divulgação internacional do património arquivístico português, demonstrando a capacidade dos nossos arquivos para preservar e comunicar documentos únicos e autênticos, assim como as suas muitas histórias, de profundo valor humano e social.
Simultaneamente, reforça a visibilidade da candidatura dos sinais dos expostos à UNESCO, atualmente em curso e desenvolvida em parceria com a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e outras instituições arquivísticas internacionais.
Num pequeno coração de chumbo gravado com o número 7, cruzam-se hoje a memória de uma criança, a história de uma instituição e o reconhecimento internacional de um património que continua a emocionar e a inspirar.
… Ainda hoje sentimos as batidas do coração de Guilherme… Reconstruir o seu percurso revelou uma história marcada por coincidências simbólicas, onde o número 7 surge repetidamente nos documentos desta criança exposta na Casa da Roda do Porto. Guilherme foi entregue em 20-06-1827, num dia com 7 admissões. Trazia ao pescoço, como sinal, um pendente em forma de coração (palavra com 7 letras) com o n.º 7 gravado. O seu registo encontra-se no livro de entrada n.º 87, unidade de instalação 37, da estante 17. Como tantas crianças da época, Guilherme não sobreviveu muito tempo. Desde a sua entrada até ao seu falecimento, a 07-07-1828, esteve aos cuidados da Casa da Roda durante um ano e 17 dias. Esta Informação ficou registada no livro de matrículas n.º 217. Todos estes padrões foram descobertos na procura de um documento com a temática “7”, para a 7.ª edição da International Archives Week Challenge 2026 do Conselho Internacional de Arquivos.
Para nosso júbilo, e agora de todos, esse sinal foi escolhido como capa da edição deste ano. Hoje, dia 7 de junho, de forma a dar ainda mais vida a estes documentos, partilhamos um vídeo realizado ao abrigo do Programa de Mobilidade Erasmus+ e em cooperação com a Escola Luovi, em Helsínquia, pelos alunos Leo Lappanen e Niko Leinonen. O vídeo transforma este conjunto documental num percurso visual sensível que destaca coincidências numéricas, reforça o papel dos arquivos na preservação de vidas e memórias, evidencia o poder dos documentos históricos e mostra como as “pequenas grandes” histórias iluminam o passado e continuam a tocar o nosso presente.



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Arquivo Municipal do Vila do Conde
Dia Internacional dos Arquivos – 9 de junho
Mostra documental
No âmbito das comemorações do Dia Internacional dos Arquivos, o Arquivo Municipal de Vila do Conde promove, no próximo dia 9 de junho, uma mostra documental do seu acervo, dedicada aos 50 anos do poder local democrático, bem como a oficina “Como preservar as memórias da família”, dirigida à comunidade e centrada na conservação e organização de arquivos familiares.
O Dia Internacional dos Arquivos assinala a importância dos arquivos na preservação da memória coletiva e na valorização do património documental enquanto testemunho da atividade das instituições e das comunidades.
A data foi instituída em 2007 pelo Conselho Internacional de Arquivos (ICA), para assinalar a criação desta organização, sob a égide da UNESCO, em 1948. Em 2026, a comemoração tem como tema “Arquivos para a Justiça: Direitos, Memória e Futuros”, sublinhando o papel dos arquivos enquanto pilares da democracia, da inclusão e da proteção de direitos.
A propósito desta celebração, o Arquivo Municipal de Vila do Conde associa-se igualmente às comemorações dos 50 anos do poder local democrático em Portugal, evocando, através de um conjunto de documentos do seu acervo, alguns dos primeiros momentos e das múltiplas dimensões da ação municipal após a Revolução dos Cravos.
A apresentação desta mostra na Biblioteca Julio / Saúl Dias assume também um significado particular, uma vez que Júlio Maria dos Reis Pereira – o artista e poeta Julio / Saúl Dias - integrou a primeira Assembleia Municipal constituída após o 25 de Abril, participando, assim, na construção da vida democrática local.
As atas da primeira reunião de Câmara (11.01.1977) e da instalação da Assembleia Municipal (05.02.1977) testemunham o início do funcionamento dos novos órgãos autárquicos democraticamente eleitos. O edital das eleições recorda o exercício do voto e a participação cívica, enquanto o relatório de atividades de 1977 revela prioridades, projetos e desafios da administração local nos primeiros anos da democracia.
A documentação exposta inclui igualmente exemplos da relação do município com a comunidade e com o exterior: correspondência institucional, como o ofício relativo à geminação com El Ferrol, pedidos e declarações de particulares, registos administrativos do quotidiano municipal e projetos de obras públicas, como a antiga Ponte da Retorta.
Com esta mostra de documentos, diversa quanto à sua natureza e finalidade, procura-se ilustrar a ação do poder local democrático, evidenciando o papel dos arquivos enquanto lugares de história, memória, conhecimento e cidadania.
Oficina
Ainda no âmbito das comemorações do Dia Internacional dos Arquivos, realiza-se igualmente a oficina “Como preservar as memórias da família”, uma atividade de carácter prático e formativo dirigida à comunidade.
A oficina tem como objetivo fornecer orientações básicas sobre conservação e organização de acervos familiares, abordando temas como:
- conservação de fotografias e documentos;
- organização de documentos familiares;
- cuidados a ter com humidade, luz e outros fatores de degradação.
Esta iniciativa pretende sensibilizar os participantes para as boas práticas de preservação documental em contexto doméstico, contribuindo para a salvaguarda das memórias familiares e do património pessoal.
Dia: 9 de junho
hora:15h00 às 17h00
Público – alvo: Destinada a adultos
Participação: Gratuita, mediante inscrição prévia através do email: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. ou pelo tel. 252 248 468
Local: sala de leitura do Arquivo Municipal de Vila do Conde | Centro de Memória
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O projeto “Provas de Vidas” encontra-se novamente ativo, após um período de suspensão motivado pela implementação do novo sistema Digitarq.
Esta iniciativa continua focada na produção orientada de registos descritivos de livros paroquiais custodiados pelo Arquivo Distrital do Porto.
Com vista a valorizar e comunicar as evidências de vidas que se encontram registadas no nosso Arquivo, serão trabalhados documentos em suporte digital, a partir dos quais será extraída informação normalizada para um ficheiro previamente fornecido.
O televoluntariado será realizado remotamente, de acordo com a disponibilidade dos voluntários e a preferência de paróquias, ficando toda a informação produzida disponível na base de dados de descrição, em Digitarq.
Será assegurada uma formação inicial aos participantes, sendo a coordenação técnica dos trabalhos garantida por uma equipa do Arquivo Distrital do Porto.
Porque todos #SomosArquivos, convidamos todos os cidadãos sensibilizados para a promoção da memória arquivística, num contexto de cooperação, cidadania, responsabilidade, convergência e gratuitidade, a colaborar connosco neste projeto. Manifeste o seu interesse através do email Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar., indicando no assunto “Provas de Vidas”, e aguarde a nossa resposta.
Juntos valorizamos (ainda) mais e melhor a Memória e o Património Arquivístico!
Porto, 4 de maio de 2026
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Comunicamos que o Arquivo Distrital do Porto encerrará no dia 2 de abril, a partir das 12:45, por ter sido concedida tolerância de ponto aos trabalhadores que exercem funções públicas no Estado, nos institutos públicos e nos serviços desconcentrados da administração central.
Aviso DR: ver AQUI
Porto, 31 de março de 2026


