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25 ANOS > 25 TEMAS

Tema 8 – Memórias da Escola Prática Comercial Raul Dória

O regresso às aulas marca sempre o início de um novo ciclo e é um bom pretexto para divulgarmos algumas memórias de uma Escola Prática Comercial que funcionou, durante 62 anos, entre 1902 e 1964, na cidade do Porto. O arquivo da instituição foi doado ao Arquivo Distrital do Porto em 1965. 

A Escola começou a sua atividade a partir da iniciativa particular de Raul Dória, que, com apenas 24 anos, passou a ministrar as disciplinas de Comércio e Caligrafia numa sala da sua própria casa. A 30 de novembro de 1902, porém, a Escola instala-se numa casa da rua do Bonjardim, adotando a designação de Escola Prática Comercial Raúl Dória, vocacionada para o ensino técnico comercial. Em 1904 muda-se para a rua Fernandes Tomás, mas o seu crescimento obriga a uma nova mudança, a 9 de Outubro de 1907, para o palacete das Lousas, na rua Gonçalo Cristóvão, n.º 189 e 191. Teve ainda uma secção feminina no n.º 28 da praça da Trindade.

Considerada a primeira escola do género na Península Ibérica e baseando-se nos métodos de instituições europeias e americanas, coloca a tónica no ensino prático para o qual possuía excelentes instalações e material didático próprio. Entre o conjunto dos cursos lecionados destacava-se o de Empregado de Escritório, de Guarda-Livros e de Caixeiro Viajante. A escola recebia alunos externos e internos e ministrava cursos noturnos, de férias e por correspondência.

Estabelecimento único em Portugal, a Escola informava as famílias dos alunos quanto aos resultados obtidos, através de boletins trimestrais, mensais e diários (no caso dos mais incumpridores), disponibilizava edições de obras mais baratas, através de uma tipografia própria, permitia o acesso às bibliotecas da Escola e, no final do curso, apoiava ativamente os diplomados na procura de emprego.

 

Documentos em exposição

 

Álbum de recortes

PT/ADPRT/EMP/EPCRD/DIR/001

Trata-se de uma série factícia organizada por critérios subjetivos e produzida fora do contexto orgânico-funcional da instituição que contém recortes de imagens de professores, alunos, espaços e equipamentos da escola, eventos, entre outros.

 

Manuais Escolares

PT/ADPRT/EMP/EPCRD/LIV-B/047/0127

A Escola tinha uma tipografia própria e apoiava os alunos com a edição de manuais mais baratos. Ainda é possível consultar os seguintes manuais: Aritmética Prática; Escrituração Comercial; Escrituração e Economia Doméstica; Escrituração de Seguros; Noções Especiais de Comércio; Noções Gerais de Comércio; Verbetes e Folhas Móveis e Vocabulários Comerciais em Francês- Português e Português - Francês (17 livros).

 

Hino da Escola Raul Dória

PT/ADPRT/EMP/EPCRD/DIR/004/0003

Pautas de música contendo o Hino da Escola Prática Comercial Raul Dória, para flauta, primeiro e segundo violinos.

 

 

Regulamentos Internos

PT/ADPRT/EMP/EPCRD/DIR/008/0003

Regulamento interno para os alunos externos e deveres a cumprir no dormitório.

 

 

Anúncio publicitário da instituição

PT/ADPRT/EMP/EPCRD/DIR/007

Identifica a oferta formativa disponibilizada pela Escola.

 

Divulgação de evento comemorativo

PT/ADPRT/EMP/EPCRD/DIR/005/0003

A comemoração dos seus aniversários era um momento social importante para a Escola que, nestas ocasiões, abria as suas instalações à população, através da promoção de bailes e de outras iniciativas.

 

Caderneta escolar de um aluno

PT/ADPRT/EMP/EPCRD/SEC-B/018

Contém o registo de informações pessoais, notas e observações da vida escolar do aluno durante a sua frequência do ensino liceal. As mais recentes, com esta, contêm também a fotografia do aluno.

 

25 ANOS > 25 TEMAS

 

Tema 1 - As carquejeiras do Porto

No dia 1 de março de 2020, foi inaugurada, no Porto, a estátua de HOMENAGEM ÀS CARQUEJEIRAS.

A Associação, criada para o efeito, pretendeu perpetuar a memória do trabalho escravo destas mulheres que, desde meados do século XIX até aos anos 50 do século passado, transportavam, diariamente, desde a marginal do Rio Douro, e pela íngreme Calçada da Corticeira, até à Alameda das Fontainhas e depois pela cidade fora, cerca 60 quilos de carqueja às costas.

A carqueja destinava-se a ser usada como combustível nos fornos das padarias e nas lareiras das casas burguesas.

No ADP, existe documentação alusiva a este tema no fundo da Liga Portuguesa de Profilaxia Social (LPPS).

A LPPS é uma Instituição Particular de Solidariedade Social, sedeada no Porto e existente desde 1924, que tem como missão promover a saúde pública e o bem-estar social dos cidadãos e das comunidades.

 Código de referência para consulta do fundo: PT/ADPRT/ASS/LPPS

 

Documentos em exposição

   

ver o EDITAL

Carquejeiras

PT/ADPRT/ASS/LPPS/DIR/013-026/0486

Processo relativo à campanha da LPPS em favor da regulamentação e fiscalização da atividade de transporte individual de carqueja (no âmbito da proteção dos direitos laborais). Inclui várias relações de carquejeiros, nos anos 1933 e 1938, recortes de jornais, um exemplar de um edital, e uma exposição dactilografada sobre regulamentação do "transporte individual de cargas" (1931).

 

Resultados do inquérito sobre carquejeiras

PT/ADPRT/ASS/LPPS/DIR/013-026/0487 - L/23/2/6 - 31.1

O relatório do inquérito às carquejeiras e carquejeiros foi produzido pela Delegação de Saúde do Distrito do Porto. O processo inclui fichas de questionário individual.

 

   

Fotografias que representam mulheres a transportar carqueja (1940 a 1960) > VER FOTOS: 1 | 2 | 3 | 4

PT/ADPRT/ASS/LPPS/DIR/013-026/0677

 

1 - A Associação dos Amigos do Arquivo Distrital do Porto foi criada em fevereiro de 2009 e tem por objeto:

  • Contribuir para a promoção, salvaguarda e divulgação do acervo patrimonial do Arquivo Distrital do Porto.
  • Organizar ou patrocinar atividades culturais, educativas e científicas, nomeadamente: conferências, seminários, exposições, espetáculos e outros eventos.

2 - Para a prossecução dos seus objetivos, tendo sempre como princípio fundamental o respeito pelas políticas arquivísticas emanadas pela tutela do Arquivo, a Associação tem, entre outras, as seguintes atribuições:

  • Promover convénios ou outros acordos com outras entidades, nacionais ou estrangeiras, tendo em vista a promoção das atividades do Arquivo Distrital do Porto;
  • Desenvolver ações que contribuam para a divulgação e o enriquecimento dos fundos documentais do Arquivo Distrital do Porto;
  • Adquirir ou patrocinar a aquisição de bens ou equipamentos de que o Arquivo Distrital do Porto necessite para o seu funcionamento;
  • Financiar a edição de publicações relacionadas com a atividade do Arquivo Distrital do Porto;
  • Promover o voluntariado para atuação em diversas áreas do Arquivo Distrital do Porto;
  • Editar regularmente o Boletim da Associação.

 

Conheça a versão integral dos Estatutos da Associação dos Amigos do Arquivo Distrital do Porto aprovados na Assembleia-geral de 10 de Fev. de 2009.

O Projeto

Implementado no Arquivo Distrital do Porto, desde 2007, o projeto de “Voluntariado” pretende mobilizar os cidadãos para a execução de práticas promotoras da memória arquivística, num contexto de cooperação, cidadania, responsabilidade, convergência e gratuitidade.

No ADP, a intervenção do voluntário enquadra-se num conjunto de ações de interesse social e comunitário no domínio dos arquivos, no âmbito de projetos, programas ou outras formas de intervenção.

A adesão ao regime de voluntariado é realizada a partir do preenchimento de uma ficha de inscrição e uma breve entrevista nas instalações do ADP.

Algumas das tarefas realizadas: organização e higienização de documentos de arquivo, introdução de registos de unidades arquivísticas na base de dados de descrição DigitArq e desenvolvimento de trabalhos pontuais na unidade de conservação e restauro.

 

Direitos do voluntário

1 - Desenvolver um trabalho de acordo com os seus conhecimentos, experiências e motivações;

2 - Receber apoio no desempenho do seu trabalho com acompanhamento e supervisão técnica;

3 - Ter ambiente de trabalho favorável e em condições de higiene e segurança;

4 - Participação das decisões que dizem respeito ao seu trabalho;

5 - Ser reconhecido pelo trabalho que desenvolve;

6 - Acordar com a organização promotora um programa de voluntariado, que regule os termos e condições do trabalho que vai realizar.

 

Deveres do Voluntário

1 - Observar e respeitar as normas e princípios éticos da organização promotora e/ou de todas as pessoas a que ela estão interligadas;

2 - Mostrar-se ativo, voluntário e solidário, utilizando corretamente os bens, equipamentos e recursos materiais colocados ao seu dispor;

3 - Respeitar as opções e orientações dos profissionais das organizações promotoras, cumprindo, também, a calendarizarão da realização de atividades acordada;

4 - Utilizar, durante as atividades, a sua identificação como voluntário e nunca assumir o papel de representante da organização promotora sem o devido reconhecimento da mesma.

 

Suspensão e Cessação do Trabalho Voluntário

Em caso de suspensão ou cessação das atividades do voluntário na organização promotora, devem ser tomadas as seguintes medidas:

1 - O voluntário deve avisar atempadamente a organização promotora, se pretender interromper ou cessar as suas atividades;

2 – O programa de voluntariado poderá ser interrompido ou mesmo suspenso, em caso de incumprimento grave e frequente por parte do voluntário ou por alteração dos objetivos institucionais por parte da organização promotora.

 

Para mais informações, contacte-nos pelo Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

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