
Extensão cultural e educativa
25 ANOS > 25 TEMAS
Tema 6 – As Ruínas do Mosteiro de S. Bento da Vitória
O Arquivo Distrital do Porto custodia milhares de metros lineares de património arquivístico, mas está ele próprio confinado a um edifício adaptado à missão e função de Arquivo que, pela sua carga e valor histórico, foi classificado como Monumento Nacional em 1977.
Contudo, e apesar de ter acolhido várias unidades orgânicas e ter assumido diversas funções na Cidade do Porto, o espaço ficou desocupado logo após a sua classificação.
As obras de restauro do mosteiro foram iniciadas em 1984 e, a 27 de julho de 1995, o ADP foi transferido da Praça da República para a Rua das Taipas, passando a ocupar uma grande parte da ala central, pertencente à primeira fase de construção do mosteiro, e a maior parte da ampliação desenvolvida em torno do segundo claustro.
O tema n.º 6 divulga algumas imagens, que são parte integrante do projeto de requalificação do edifício e do arquivo institucional do ADP, que nos mostra os vários espaços atualmente ocupados, ainda em ruínas, fazendo a correspondência entre a sua antiga função e a atual.
Sabia que o Serviço de Referência e Leitura abrigava as antigas estrebarias? Sabia que o antigo refeitório dos monges beneditinos estava situado no nosso atual salão de exposições? Veja como fomos e olhe à sua volta, comparando-o com o que nos tornamos.
Documentos em exposição

A entrada / antiga Porta dos Carros

O claustro e o acesso à sala de exposições

O pátio / claustro exterior

O serviço de referência e leitura / antigas estrebarias

O salão polivalente ou sala de exposições / antigo refeitório dos monges

As caves

Os corredores das áreas técnicas / antigas celas

Depósitos

Depósitos / Antigos dormitórios

Os detalhes

O 5.º piso (áreas técnicas de Conservação e restauro, unidade de transferência de suportes e depósitos)

A cobertura
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Tema 5 – Outros suportes de arquivo
Os arquivos resultam da atividade humana e são prova, testemunho e informação, materializando-se em evidências únicas que podem existir nos mais variados suportes.
Menos tradicionais, mas igualmente surpreendentes e devidamente contextualizados, apresentamos, no confinamento de apenas uma vitrina, algumas peças que, não sendo em papel ou pergaminho, são documentos de arquivo, fazendo parte integrante dos mais de 700 fundos documentais custodiados pelo ADP.
E reforçamos que um documento de arquivo é, segundo a definição do Conselho Internacional de Arquivos, a «informação registada, produzida e/ou recebida na iniciação, condução ou finalização de uma atividade institucional ou individual compreendendo suficiente conteúdo, estrutura e contexto para constituir evidência dessa mesma atividade».
Documentos em exposição
Alpercatas em madeira
PT/ADPRT/ASS/LPPS/DIR/013-006/000271
Par de alpercatas / alpergatas em madeira, afixadas por parafusos metálicos em suporte para pendurar horizontalmente, em madeira e cortiça. Produzidas na sequência da Campanha do “Pé de descalço”, inserem-se no fundo da Liga Portuguesa de Profilaxia Social.
Cassetes das homilias do Padre Mário Pais de Oliveira
PT/ADPRT/JUD/TPPRT/044/00087
O processo de querela do Padre Mário Pais de Oliveira insere-se no fundo do Tribunal Plenário do Porto. As cassetes constituem as provas apreendidas.
Fita magnética de rolo
PT/ADPRT/ASS/AMPTRDA-NP/00022a
Intitulada Deutsch Für Sie Band 2, trata-se um registo áudio com textos e exercícios para aulas avançadas de alemão. Insere-se no fundo da Associação de Amizade Portugal - República Democrática Alemã (RDA) - Núcleo do Porto.
Slides
PT/ADPRT/AC/FFH-SAALN/DP-MNB/029/15.017.001
Coleção de 20 slides numerados de 1 a 20, contendo os Estatutos da Associação de Moradores de São Pedro de Espinho. Pertence ao fundo do Fomento da Habitação, subfundo do Serviço de Apoio Ambulatório Local/Zona Norte.
Bloco de impressão tipográfico
PT/ADPRT/AC/FFH-SAALN/OPT-ZIMTS_SHRA/017/15.029.001
Contém a inscrição: “Associação Operária 26 de janeiro” e “2 anos em luta pela habitação na Senhora da Hora”. Pertence ao fundo do Fomento da Habitação, subfundo do Serviço de Apoio Ambulatório Local/Zona Norte.
Amostras de tecidos
PT/ADPRT/EMP/SIM/DC-CDCP/179/1007
Estas amostras de tecidos e fios faziam parte do processo de conceção de novos produtos na Sociedade Industrial do Mindelo, que laborou entre os anos 40 e 90 do século XX. O seu arquivo foi doado ao ADP em 26 de Maio de 2010.
Objetos usados para preparar as medalhas de identificação das crianças da Casa da Roda do Porto
PT/ADPRT/ACD/CRPRT/ADM/000002 - medalha de identificação por prensagem
PT/ADPRT/ACD/CRPRT/ADM/000003 – alicates
PT/ADPRT/ACD/CRPRT/ADM/000009 a 000012 - Punções ou marcadores numéricos usados para carimbar o número de identificação da criança na medalha de identificação
Porto, 9 de julho de 2020
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Tema 4 – Festas populares e Romarias
As romarias e festas populares têm deixado, ao longo dos anos, várias evidências nos fundos documentais dos arquivos portugueses e, num país cheio de tradições como o nosso, são várias as festas e romarias que se realizam todos os anos.
Para além das evidências da realização de várias romarias e festas populares, também é possível localizar documentação relacionada com pedidos de licenciamentos de atividades profissionais ligadas à animação dos recintos, denúncias de moradores devido ao ruído ou exposições de práticas que atentavam contra a saúde pública.
Assim, desde folhetos, licenças, documentos contabilísticos, queixas, denúncias e até um abaixo-assinado contra o cancelamento das Festas de S. Bartolomeu, devido à peste bubónica, são incontáveis as provas documentais que podem ser pesquisadas no Arquivo Distrital do Porto relativas a este tema.
Documentos em exposição
Folhetim promocional das Festas a Santo António
PT/ADPRT/COL/CDAC/017/015/01324
Libreto de 11 páginas com as Coplas de "Festas a Santo António em Lisboa: coros, coplas, desgarradas, fados e cançonetas da aplaudidíssima revista em 3 actos e 12 quadros", da autoria de Penha Coutinho e Álvaro Cabral, com música de Tomás del Negro e Luís Filgueiras.
Livro de despesas das Festas de S. João das Fontainhas
PT/ADPRT/AC/GCPRT/J-C/049/0459
Este livro contem as despesas efetuadas durante as Festas de S. João das Fontainhas dos anos de 1927 a 1929.
Normas a observar nas festas das Fontainhas entre 9 e 30 de junho de 1959
PT/ADPRT/AC/GCPRT/F/141/0055
Despacho e Procedimentos para solicitar a autorização para a realização de “folguedos” nas noites de Santo António, S. João e S. Pedro, integrados nos processos de correspondência referentes à realização de festas populares, assembleias gerais e diversas reuniões do Governo Civil do Porto.
Abaixo-assinado contra o cancelamento de uma festa popular
PT/ADPRT/AC/GCPRT, maço 3081
Este documento está integrado no maço relativo ao surto de peste bubónica de 1899 e diz respeito ao cancelamento das Festas de S. Bartolomeu, que todos os anos se realizam, em Baião, a 24 de agosto.
Denúncias sobre práticas que atentavam contra a saúde dos frequentadores de Festas e Romarias
PT/ADPRT/ASS/LPPS/DIR/013-031/0485
A Liga Portuguesa de Profilaxia Social interveio junto do Governo Civil do Porto, no sentido de impedir a prática de consumo de uma beberagem feita a partir de cordão umbilical, bem como outras práticas contra a saúde pública.
25 ANOS > 25 TEMAS
Tema 2 – 100 anos da Reconstrução do Teatro São João
A 7 de março de 1920 foi inaugurado o edifício reconstruído do Teatro São João.
O edifício original, com projeto do arquiteto italiano Vicente Mazzoneschi, havia sido inaugurado em 13 de maio de 1798. Contudo, foi completamente destruído por um incêndio em 11 de abril de 1908, a que se seguiu a nomeação de uma comissão para a reconstrução do edifício, iniciada em 1911, com projeto do arquiteto Marques da Silva.
No Arquivo Distrital do Porto, é possível encontrar evidências da atividade do Teatro São João em vários fundos documentais, sendo de destacar o fundo do Governo Civil do Porto e o grupo de arquivos notariais do Porto.
Reclassificado em 2012 como monumento nacional, o Teatro Nacional de São João é um dos principais edifícios da cidade do Porto.
Documentos em exposição
Registo de batismo do arquiteto Marques da Silva
PT/ADPRT/PRQ/PPRT10/001/0027, fl. 68 v, assento n.º 137
Responsável pelo projeto de reconstrução do novo edifício do Teatro de São João, José Marques da Silva é uma das principais figuras da arquitetura do Porto e nasceu a 18 de outubro de 1869 na paróquia de Paranhos.

Postal do incêndio do Teatro São João: frente | verso
PT/ADPRT/COL/CDAC/018/025/1482
Faz parte da coleção de Documentos das Artes Cénicas e integra um álbum com 298 fotografias e postais, exibindo imagens de várias atrizes e atores do teatro e cinema portugueses.
O verso do postal está carimbado com a inscrição «José Idães / Rua Carlos Mardel, 65, 2.º - E / Lisboa / Reportagem da “Polícia Portuguesa”». Contém ainda o seguinte texto manuscrito: «S. João do Porto, Abril 1908. Incêndio do Teatro de S. João do Porto / O rescaldo dentro do desmantelado edifício».

PT/ADPRT/AC/GCPRT/A/089
Apesar de inaugurado a 7 de março de 1920, estas evidências do fundo do Governo Civil do Porto indicam que, no dia da inauguração, o teatro ainda não estava “em condições de funcionar”.

PT/ADPRT/AC/GCPRT/J-B/088/4039
A atribuição de licença para a realização de espetáculos era uma das prerrogativas do Governo Civil do Porto e este livro de registos de licenças, produzido entre 14 de setembro de 1906 e 16 de junho de 1921, informa-nos que o Teatro de São João obteve a licença necessária para a realização de espetáculos públicos no período de 5 de março a 18 de abril de 1920.












